domingo, 13 de setembro de 2009

RIO: Mãe de crianças mortas em incêndio teve 19% do corpo queimado, diz hospital

A mãe das duas crianças que morreram durante um incêndio na madrugada deste domingo (13), na Pavuna, subúrbio do Rio de Janeiro, teve 19% do corpo queimado. As informações são da assessoria do Hospital do Andaraí, na Zona Norte, onde ela segue internada, sem previsão de alta.
O incêndio aconteceu na casa da família, na Rua Nova Olinda, por volta das 4h. De acordo com o Corpo de Bombeiros, as crianças teriam 2 e 4 anos de idade e estavam num quarto que ficou totalmente destruído pelo fogo. Elas não conseguiram sair do cômodo e morreram carbonizadas.

Segundo os bombeiros, a mãe das crianças, identificada como Kátia Patrícia Martins, 33 anos, chegou a ser socorrida no Hospital Souza Aguiar, no Centro, mas foi transferida para o Hospital do Andaraí pela manhã. O seu estado de saúde não é grave.

A assessoria do Hospital do Andaraí informou, ainda, que Kátia está internada no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade. A paciente sofreu queimaduras de 2º grau. De acordo com o hospital, ela está lúcida, passa bem e já recebe visitas.
Vela teria provocado chamas

O incêndio foi controlado por bombeiros do quartel de São João de Meriti, com o apoio dos quartéis de Duque de Caxias e Nilópolis, na Baixada Fluminense. Os militares foram acionados por vizinhos que perceberam a fumaça que saía da casa. O trabalho de rescaldo durou até o início da manhã deste domingo.

O Corpo de Bombeiros ainda não tem informações sobre as causas do incêndio. No entanto, de acordo com informações iniciais, uma vela teria provocado as chamas que se espalharam rapidamente pelo cômodo.

Bombeiros informaram que o pai das crianças faleceu há um mês.
Quadro de energia pega fogo em Bangu

Em Bangu, na Zona Oeste, um incêndio num quadro de energia assustou moradores de um prédio na manhã deste domingo. Segundo bombeiros do quartel de Realengo, que foram chamados para combater as chamas, houve muita fumaça, mas ninguém ficou ferido. O fogo começou num andar e se alastrou, pela fiação, para outros andares.

O prédio está sem luz. A assessoria de imprensa da Light informou que uma equipe chegou ao local por volta das 11h30 e isolou a área para os trabalhos de manutenção.
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SP: Pedreiro é preso acusado de pedofilia na Zona Leste

Um pedreiro de 52 anos foi preso em flagrante acusado de pedofilia na noite deste sábado (12), no Jardim Colônia, na Zona Leste de São Paulo, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública. Ele teria praticado atos libidinosos com uma menina de 10 anos ante de ser preso.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, registrado no 53º DP, do Parque do Carmo, também na Zona Leste, o pedreiro, que estava machucado, pediu ajuda aos policiais militares, dizendo que era mantido no local, um barraco da favela Coração Sertanejo, por traficantes.

Ele então contou que seria morto pelos supostos traficantes, pois havia atraído uma menina até sua casa, na Rua Professor Hasegawa, onde a despiu e manteve contato físico, mas sem relação. Devido a isso, cerca de seis homens, alguns armados, o haviam levado até a favela, onde foi agredido e ameaçado, segundo relatou no boletim de ocorrência. A criança e mãe dela foram localizadas e confirmaram os fatos na delegacia.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009




Aluno leva facada em escola durante discussão sobre cadeira


Um aluno foi detido por esfaquear um colega dentro de uma sala de aula da Escola Estadual Jenny de Toledo Piza, no bairro Jardim Presidente Dutra, periferia de Ribeirão Preto, a a 313 km de São Paulo. O incidente aconteceu na manhã desta sexta-feira (11).

O estudante, um jovem de 15 anos, teve ferimentos na cabeça e na nuca. Ele foi levado por funcionários da escola para um posto de saúde e não corre risco de morte. O agressor, por sua vez, estava em liberdade assistida e acabou encaminhado para a Delegacia da Infância e Juventude (Diju).


Segundo o aluno agredido, o motivo da briga foi a disputa por uma cadeira. “Ele queria que saísse do lugar. Ficou gritando. Depois disso, na segunda aula, pegou a faca e me atacou”, afirmou a vítima.

Após a agressão, os demais estudantes chamaram a atenção dos funcionários do local, que ligaram para a Polícia Militar. A Diretoria Regional de Ensino informou que aguarda o boletim de ocorrência da para tomar providências.


Google é multado em R$ 30 mil por perfil falso de 'faminta por sexo' no Orkut

A 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio condenou nesta semana o Google Brasil a pagar indenização de R$ 30 mil por danos morais a uma mulher que teve um perfil falso criado no site de relacionamentos Orkut. A página a definia como uma pessoa em busca de sexo, adepta a práticas de pedofilia e também divulgava fotos com a intenção de ridicularizá-la. Cabe recurso.

Procurado pelo G1, o Google divulgou que “somente se manifesta sobre o assunto quando é notificado oficialmente”.


O perfil, já retirado do ar, dizia: “sou uma mulher na idade da loba, faminta por sexo, totalmente liberal, sem preconceitos”. Em outro trecho, continuava: “procuro homens e mulheres de 12 a 33 anos, que sejam incansáveis, insaciáveis, totalmente sem preconceitos (...) Me ligue a qualquer hora do dia ou da noite.” Na página também constavam o endereço e telefone da mulher, que passou a receber ligações referentes ao conteúdo promovido.

Segundo o desembargador Ernani Klausner, as expressões são depreciativas, de cunho ofensivo à honra, personalidade e dignidade humana, com o evidente intuito de denegrir a imagem.

“Evidenciado está o dano moral sofrido pela recorrida, considerando a situação vexatória pela qual passou, considerando também que o fato se deu em uma pequena cidade deste estado [Rio de Janeiro], onde qualquer ato é por todos conhecido, devendo ser compensado”, escreveu o desembargador em sua decisão, desta terça-feira (8).
Defesa

Segundo a decisão da 1ª Câmara Cível, o Google alegou que apenas armazena as informações prestadas diretamente pelos usuários e, por isso, não poderia ser responsabilizada pelo conteúdo postado no site por terceiros. Além disso, diz o texto, a companhia argumentou ser inviável o controle prévio sobre o conteúdo das informações que lhe são remetidas pelos usuários, não podendo exercer qualquer ingerência sobre eles.

“Tal alegação não prospera, simplesmente porque, citada na medida cautelar preparatória, a Google Brasil, de imediato, cumpriu a determinação judicial de suspensão da veiculação do material ofensivo em nome da ora apelada. Caso não tivesse total ingerência, como afirma, não poderia efetivar a medida determinada”, diz a decisão. “Ademais, não se sustenta que a responsabilidade seria da Google Inc. ao invés da Google Brasil, pois ambas as empresas pertencem ao mesmo grupo econômico.”
“Evidenciado está o dano moral sofrido pela recorrida, considerando a situação vexatória pela qual passou, considerando também que o fato se deu em uma pequena cidade deste estado [Rio de Janeiro], onde qualquer ato é por todos conhecido, devendo ser compensado”, escreveu o desembargador em sua decisão, desta terça-feira (8).
Defesa

Segundo a decisão da 1ª Câmara Cível, o Google alegou que apenas armazena as informações prestadas diretamente pelos usuários e, por isso, não poderia ser responsabilizada pelo conteúdo postado no site por terceiros. Além disso, diz o texto, a companhia argumentou ser inviável o controle prévio sobre o conteúdo das informações que lhe são remetidas pelos usuários, não podendo exercer qualquer ingerência sobre eles.


RIO: Pés de maconha são encontrados em reserva florestal

Uma operação no Parque Nacional da Tijuca, no Rio, na manhã desta sexta-feira (11), encontrou pés de maconha plantados dentro da área de preservação ambiental. A ação, que contou com cerca de 30 agentes federais, estaduais e municipais pretendia desmanchar um sítio construído na mata.

Foram 20 minutos de caminhada até chegar ao local, onde foram encontradas as plantações. “Foi encontrado um recipiente com algumas mudas de maconha, mas não há como fazer a associação com o morador porque há a circulação de outras pessoas no local. Vamos simplesmente recolher o material e destruir”, explicou o coordenador da ação, Celso Június.

O morador da casa não quis se pronunciar. A ação contou com homens do Parque Nacional da Tijuca, da Secretaria municipal do Meio Ambiente e do Instituto estadual do Ambiente.

“Essas operações conjuntas ajudam a resolver problemas com caçadores, ocupações irregulares e desmatamento nessas áreas”, completou Június.

Segundo a Secretaria municipal de Meio Ambiente, a área onde havia plantações será reflorestada. A Secretaria municipal de Habitação é que vai decidir o que será feito com a casa.
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

SÓ PRA VARIAR: Rios Tietê e Pinheiros transbordam e CET pede para evitar marginais

Os rios Tietê e Pinheiros transbordaram e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) pede para os motoristas evitarem as marginais que cortam a cidade de São Paulo. Por conta desse risco de alagamentos para os veículos, por volta das 13h15, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) decretou estado de alerta nas marginais.

De acordo com a assessoria da Companhia de Engenharia de Tráfego, houve transbordamento do Rio Tietê por volta das 13h nos trechos próximos às pontes das Bandeiras e Atílio Fontana, nos dois sentidos. O Rio Pinheiros também transbordou no mesmo horário e invadiu a pista no trecho próximo ao cebolão, no sentido Castelo Branco.

Segundo a CET, às 14h, o índice de congestionamento na cidade era de 123 km. A informação de que os rios transbordaram é da CET e do CGE.
Ainda, de acordo com o site do CGE, toda a cidade permanece em estado de atenção desde as 8h05.
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Após ataques a ônibus e postos policiais, segurança é reforçada em Salvador

Pelo menos seis ônibus foram incendiados em Salvador, entre segunda-feira (7) e esta terça-feira (8). Criminosos também atacaram postos policiais. Três policiais foram baleados. Segundo a Polícia Militar, eles passam bem. Três suspeitos de envolvimento nas ações morreram em tiroteio.



A Polícia Militar informou que a segurança foi reforçada para evitar novos casos de vandalismo e atentados a prédios da polícia. A suspeita é de que as ações tenham ligação com a transferência de um traficante baiano para o presídio de segurança máxima de Campo Grande.


Na segunda, cerca de dez homens em três carros atiraram em quatro módulos policiais. A polícia disse que cinco coletivos foram queimados. Um carro da polícia que seguia para o desfile de 7 de Setembro foi alvo de tiros. Os policiais reagiram e três homens acabaram mortos.

Pelo menos um dos ataques a ônibus aconteceu à noite. De acordo com a polícia, um grupo parou o coletivo, jogou gasolina e ateou fogo. O veículo ficou destruído. O motorista e o cobrador foram até uma delegacia.



Nesta terça, a polícia informou que mais um ônibus foi incendiado. Um posto policial teria sido atacado.



'Reação'

Ainda não se sabe quantas pessoas estão envolvidas nos atentados. O governo estadual deve falar sobre os ataques nesta terça.



Na segunda, pelo menos 27 pessoas foram detidas e liberadas. As delegacias tiveram que ser protegidas com barricadas. “Não tenho dúvida de que isso é uma reação à nossa ação. A nossa maior guerra é contra o tráfico de drogas, que é responsável por 80% homicídios e crimes no nosso estado”, disse o governador Jaques Wagner.


*(Com informações do Bom Dia Brasil, da TV Bahia e do iBahia.com)
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COISA DE GRINGO: Seriado americano ‘mancha’ o Rio de Janeiro


Um episódio do seriado americano “Law and order (Lei e ordem)” provocou uma resposta do comitê organizador da candidatura do Rio aos Jogos Olímpicos de 2016.

O episódio da série mostra uma empresa multinacional que tinha a promessa de um contrato para fazer a segurança dos jogos no Rio de Janeiro e tenta corromper uma integrante do Comitê Internacional, da Bélgica, para votar na cidade e garantir o negócio.

Na trama, a dirigente se mostra incorruptível, mas acaba sendo morta por outro motivo.

O seriado foi exibido nos Estados Unidos em junho, e no Brasil por um canal fechado de TV por assinatura na última quinta-feira (3).

O comitê da candidatura Rio 2016 não gostou. Em nota, afirmou que repudia o uso irresponsável e leviano da imagem da candidatura brasileira e que pauta a sua atuação na disputa pela ética, seriedade e respeito a seus concorrentes.

As autoridades do Rio procuraram não dar importância à história do seriado americano. O governador Sérgio Cabral, um dos principais líderes da candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016, até reagiu com bom humor. “Pura ficção. Aquilo é roteirista muito imaginativo, que já está imaginando que o Rio vai ganhar. Então, está arrumando uma desculpa”.

Não é a primeira vez que o Brasil é retratado assim. Outros programas também já provocaram discussão, como o episódio em que os “Simpsons”, em visita ao Brasil, encontram ratos pela rua. Ou o filme “Turistas”, que conta a história de um grupo passa férias no Brasil e é vítima de uma quadrilha de tráfico de órgãos.

Para o jornalista Paulo Gustavo Pereira, autor de um livro sobre seriados, a polêmica é desnecessária e o episódio é uma mostra de como funciona a cabeça dos roteiristas do programa. “O produtor do ‘Law and order’, Dick Wolf, sempre declarou que tira as informações para fazer os episódios não só desse, como das outras séries, dos jornais. Não tem como você falar assim: ‘não, você não pode falar sobre esse assunto’. Eles têm todo o direito de falar de qualquer assunto”.
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CGE decreta estado de atenção em SP por causa da chuva

Desde as 8h05, a cidade de São Paulo entrou em estado de atenção. O alerta foi decretado pelo CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) na capital paulista.

De acordo com o site do órgão (www.cegesp.com.br) “áreas de instabilidade vindas do interior causam chuvas na forma de pancadas com potencial para alagamentos.”


Do G1, em São Paulo
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

ISTO É BRASIL: Artigos que 'caducaram' fazem da CLT fonte de ações trabalhistas


Diversos artigos sem validade fazem da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho, legislação que regula o trabalho com carteira assinada no Brasil) uma fonte permanente de ações na Justiça trabalhista.

Isso porque esses artigos "caducaram" e, como não foram revogados, passaram a contrariar leis mais novas e até mesmo a Constituição Federal.

O sociólogo José Pastore, especialista em relações de trabalho, avalia que a defasagem da CLT alimenta os processos trabalhistas. "São quase 2 milhões de processos trabalhistas no Brasil, e o problema não está na Justiça. A culpa é da CLT, que tem barbaridades."

No texto da CLT, há vários artigos riscados. Isso significa que foram expressamente revogados ou alterados por leis posteriores. Aqueles que simplesmente se confrontam com legislações mais recentes seguem no texto como se ainda estivessem válidos.

De acordo com a Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados, a Lei de Introdução do Código Civil estabelece que, quando duas leis tratam do mesmo tema, a mais nova prevalece. Além disso, a Constituição Federal de 1988 prevalece sobre todas, sejam elas anteriores ou posteriores. Ou seja, os artigos inválidos estão implicitamente revogados.

Na avaliação de especialistas consultados pelo G1, essa desatualização dá brecha para questionamentos judiciais a respeito dos direitos trabalhistas e cria "insegurança jurídica".

Além do teor dos artigos, o texto da lei não acompanhou outras mudanças, como a da língua portuguesa - é possível encontrar palavras como "emprêsa" e "têrmo" - , e os nomes dos órgãos - em vez de Ministério do Trabalho e Emprego, como é atualmente, a lei trata a pasta como Trabalho, Indústria e Comércio - atualmente, são dois ministérios diferentes.

Atualização

Para tentar solucionar esses problemas, o Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis da Câmara dos Deputados discute, dentro do sub-grupo de leis trabalhistas, a atualização da CLT.

A consultora legislativa da Câmara Cláudia Melo, especialista em Direito do Trabalho, assessora os parlamentares no projeto de atualização da CLT. Ela afirma que a atualização é necessária para que a população possa ter conhecimento de seus direitos.

"Caducou muita coisa dentro da CLT. A gente analisou quase 500 leis distintas e consolidou o que ainda valia com o texto que ainda é válido da CLT. A proposta é tornar a consolidação das leis trabalhistas mais clara e reduzir o número de processos da Justiça", afirma a consultora Cláudia Melo.
O projeto de lei - 1987/2007 - foi apresentado pelo deputado federal Cândido Vaccarezza (PT-SP) e tem como relator o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP). Segundo os dois parlamentares, a proposta não altera o mérito da lei, apenas tira o que está inválido do texto e agrega legislações trabalhistas posteriores à CLT, como, por exemplo, a do trabalho doméstico e a do trabalho temporário.

Arnaldo Jardim apresentou no começo deste ano ao grupo de trabalho um substitutivo ao projeto, após sugestões de diversas entidades. A previsão, segundo o relator, é convocar uma comissão geral (sessão plenária aberta a convidados para debater tema específico) na Câmara até o fim deste mês para uma discussão sobre a atualização da CLT.

Pós e contras

Tanto trabalhadores quanto empregadores veem as atualizações na CLT como benéficas.

O gerente executivo das relações do trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Emerson Casali, avalia que a defasagem da CLT atrapalha os empresários. "Está com vácuo legal e gera insegurança jurídica. Você não sabe o que tem que pagar. (...) Gerar emprego não pode ser uma atividade de alto risco."

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, se diz favorável à atualização da CLT, desde que os direitos não sejam alterados: "Nós sabemos que alguns itens estão bem desatualizados e achamos importante atualizar, mas sem mexer em direitos."

O relator do projeto, deputado Arnaldo Jardim, diz estar "animado" em relação ao projeto: "Nós partimos de uma situação muito adversa, a maioria das entidades ficou preocupada porque pensou que uma reconsolidação das leis pudesse retirar direitos. Mas essa idéia foi sendo revertida. Avalio que agora possa haver um grande consenso".

O presidente do Sindicato dos Advogados do Estado do Rio de Janeiro, o
advogado trabalhista Sérgio Batalha, no entanto, pede cautela na discussão. "Atualizar certos aspectos, a questão técnica, seria cabível. Mas tem que conhecer melhor esses detalhes. Qualquer mudança tem que ser analisada com cuidado para ver se não há mudanças substanciais em coisas importantes."

'Insegurança jurídica'

Para o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Luciano Athayde, o item inválido da CLT que gera mais conflito nas ações trabalhistas atualmente é a base de cálculo para o adicional de insalubridade - por conta de uma indefinição, cada juiz define uma base.

"No momento a nossa prioridade que precisa ser resolvida com urgência e cria insegurança jurídica é a base de cálculo do adicional", diz o magistrado.

Athayde defende uma atualização da CLT para incluir questões como o teletrabalho e a terceirização - outro tema, segundo ele, de conflitos no Judiciário trabalhista. "Acho, porém, que deveriam ser feitas minirreformas. Mudar a CLT toda é difícil. Isso não avança no Congresso."

Princípios básicos

Para o presidente da Anamatra, embora a CLT precise de aprimoramento, não pode ser considerada ultrapassada. "Eu diria que não está ultrapassada pela razão de que as relações trabalhistas não mudaram tanto assim. Ainda que mereça aprimoramento, muito do que diz a CLT está na Constituição, que homenageou o modelo de proteção ao trabalhador."

O corregedor do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Carlos Alberto Reis de Paula, também defende que sejam mantidos os princípios básicos. "A CLT como toda lei pode e deve ser repensada. Ela é de 1943. Mas não podemos ponturar questões apenas por interesses de momento. Temos de pensar nos princípios e eles estão presentes na CLT."

Presidente da Comissão do Processo de Trabalho da Ordem dos Advogados do Brasil, o advogado trabalhista Estevão Mallet concorda que o texto está superado em alguns pontos, mas também defende que o teor continue o mesmo.

"Em relação aos direitos que ela prevê são práticas correntes em países com nível semelhante." Para Mallet, o grande problema da CLT se refere ao ramo sindical, o que precisaria ser alterado por meio de uma reforma específica. "Até hoje não é possível haver mais de um sindicato para a mesma categoria na mesma região", completa.


Mariana Oliveira
Do G1, em São Paulo
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sábado, 5 de setembro de 2009

CASO ISABELLA: Julgamento do casal Nardoni só deve ser em 2010, diz promotor


O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella em 2008, só deve ocorrer em fevereiro de 2010, informou nesta quinta-feira (3) o Ministério Público de São Paulo. Antes, a previsão da Justiça é que o casal fosse a júri popular ainda neste ano, algo próximo de novembro. O promotor do caso Isabella, Francisco Cembranelli, atribuiu essa demora a uma série de recursos impetrados pelos advogados do casal. Para ele, a defesa está atrapalhando a celeridade do julgamento.

Foi Cembranelli que denunciou o pai e a madrasta da menina pelo assassinato dela. Em 29 de março de 2008, Isabella, então com 5 anos, foi jogada da janela do apartamento do casal, no sexto andar de um prédio no bairro do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo. Os acusados, que estão presos, negam o crime. Alegam que uma outra pessoa entrou na residência e matou a criança.

“O julgamento tinha tudo para ser nesse semestre, mas a defesa recorreu do acórdão que mantém o julgamento popular. Para se ter uma ideia, tem recurso que demorou dois meses para ser julgado”, disse o representante da Promotoria, que falou ao G1 por telefone. “Acreditei sempre que fosse possível fazer julgamento até novembro de 2009. Mas se nada acontecer de novo, acho que fevereiro 2010 seja a data escolhida. Isso é extra-oficial. É apenas uma previsão.”

Versão da polícia
A acusação se baseia em provas periciais produzidas pela Polícia Civil. Para o Ministério Público, Anna Jatobá esganou a enteada e Alexandre jogou o corpo da filha pela janela. Antes, o casal teria cortado uma tela de proteção.

“Num exemplo comparativo, o caso Suzane Richtoffen demorou 4 anos para ser julgado. O caso Gil Rugai faz quase 5 anos que aconteceu e ainda não tem data certa de julgamento. Isso ocorre por causa dos pedidos e recursos dos advogados de defesa”, afirmou Cembranelli.

Sobre o caso Isabella, o promotor informa que a defesa tem a possibilidade de entrar com um pedido de agravo. “E isso [agravo] foi para Brasília. Chegou ao STJ [Superior Tribunal de Justiça] e Supremo [Tribunal Federal] no último dia 26 [de agosto]. São pedidos que contestam o que foi apresentado pela acusação”,

Outro lado
O advogado Roberto Podval, que defende o casal, afirmou neste sexta (4) que os recursos que a defesa impetra a favor de Alexandre e Anna Carolina buscam a verdade e não atrapalhar o julgamento.

"Se a busca da justiça leva a demora, melhor que seja assim. Porque estamos buscando o que é correto. Os processos rápidos não são os melhores processos. Estamos questionando um monte de atos que deveriam ter sido questionados antes e não foram”, disse Podval por telefone.

STJ
A assessoria de imprensa do STJ informou que três pedidos de habeas corpus feitos pela defesa do casal já foram analisados. Um quarto pedido de liberdade está sendo analisado pelo ministro Napoleão Nunes Mario Filho, da 5ª turma. A decisão dele estava prevista para o dia 18 de agosto, mas ele ainda não se pronunciou. Isso deve acontecer nos próximos dias, segundo a assessoria. Também há um agravo de instrumento impetrado nesta quinta. Como ele corre sob segredo de Justiça, o STJ não deu mais informações.

STF
O STF, por sua vez, informou que a defesa do casal Nardoni entrou com sete habeas corpus, todos analisados. Um deles é apenas para Alexandre. Dois foram indeferidos e os demais não tiveram seus méritos analisados. De acordo com a assessoria do Supremo, os advogados do casal entraram com um agravo de instrumento no dia 26 de agosto. O documento pede a nulidade da ação penal por conta do cerceamento de defesa. Ele será analisado pelo ministro Joaquim Barbosa.

Kleber Tomaz e Marcelo Mora
Do G1, em São Paulo
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