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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

♫ Saiba como criar um Linux 'virtual' para aumentar sua segurança

Postado por Equipe Foka às 05:25
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Máquinas virtuais criam ambientes seguros ou de testes para programas.
Colunista ensina o passo a passo de como instalar Ubuntu no VirtualBox.


A coluna Segurança para o PC traz um passo a passo para você instalar o Ubuntu Linux no VirtualBox.
Por que o VirtualBox e o Ubuntu?

O VirtualBox pode ser usado em casa sem nenhum custo, ao contrário de outros produtos como VMWare e Microsoft Virtual PC. Embora esse último também seja gratuito, ele não funciona em algumas versões do Windows. Em outras palavras, o VirtualBox é um programa que funcionará de forma idêntica para todos.

O Ubuntu, por sua vez, foi escolhido porque você não pode, legalmente, utilizar o mesmo serial do Windows no sistema host e na máquina virtual. É necessário adquirir uma licença extra.

Mas a escolha do sistema operacional não influenciará muito o guia. A maioria das configurações é idêntica para qualquer sistema.

Vale mencionar que não existem pragas digitais em circulação significativa para Linux. É um bom sistema para acessar seu banco, visitar sites suspeitos e outras tarefas que, no Windows, poderiam ser um tanto perigosas.

Máquinas virtuais Windows também são úteis, especialmente para você testar um programa sem alterar o seu computador de verdade. Com isso, ele é poupado da rotina “instalação/desinstalação” de programas que, cedo ou tarde, interfere no desempenho do computador.

Primeiros passos



aça o download do VirtualBox no site VirtualBox.org e do Ubuntu em Ubuntu.com. Você não precisa gravar a imagem ISO do Ubuntu em um CD-ROM. O VirtualBox permite carregar uma imagem no drive de CD.

A instalação do VirtualBox é simples, mas atenção: em um trecho, você poderá perder momentaneamente a conexão com a internet, porque o software altera o funcionamento da rede do Windows.

Criando a máquina virtual




Na primeira vez que rodar o VirtualBox, você pode receber um aviso para se registrar. O registro não é necessário, basta clicar em 'Cancelar'.

Uma vez na tela principal do VirtualBox, clique em ‘Novo’. O “Assistente de Criação de Máquina virtual” será iniciado. Na primeira tela após clicar em 'Próximo', você terá que escolher o sistema operacional que será instalado na máquina virtual. Isso ajustará a compatibilidade para que o sistema funcione de maneira adequada – mesmo opções 'erradas' aqui podem gerar uma máquina funcional, mas o melhor é não arriscar. Para esse passo a passo, foi realizada uma instalação do Ubuntu Linux, então ele foi selecionado. Não se esqueça de dar um “nome” para sua máquina virtual.

A quantidade de memória que será usada é uma opção relevante. Além de determinar a velocidade do computador virtual, ela também alterará a velocidade do seu PC de forma significativa.



RAM alocada aqui será RAM indisponível para o computador verdadeiro durante o funcionamento do sistema virtual.

Você provavelmente não precisa ir além, ou não muito além, do que o VirtualBox recomendará para você.

Em seguida será preciso escolher entre usar um disco existente ou criar um novo. O disco virtual é apenas um arquivo no seu disco. Se você resolver distribuir essa máquina virtual, você pode copiá-la para outro computador e clicar em “Utilizar disco rígido existente”. Se essa é a primeira máquina virtual que você vai criar do zero, a opção desejada é a “criar novo disco rígido”.

Escolhendo criar um disco novo, há duas opções: armazenamento flexível ou fixo. O flexível é interessante porque permite criar um disco de qualquer tamanho, mas que ocupará apenas o tamanho usado. Assim, não há preocupação caso você não tenha espaço em disco durante a criação da máquina virtual. No entanto, o disco fixo é alocado de uma vez só, o que garante que o mesmo não sofra a chamada fragmentação, que pode deixá-lo mais lento, e também para facilitar o gerenciamento de espaço em disco.

Depois de selecionar qual o tipo de armazenamento desejado, e o espaço que será alocado, sua máquina virtual estará pronta. O “disco rígido” será apenas um arquivo como qualquer outro.

Instalando o sistema

Para instalar o Ubuntu, é necessário configurar o CD-ROM. Se você já tem um CD-ROM gravado, insira-o no drive de CD do seu computador. Se não tiver, selecione a máquina virtual que você criou e clique no botão “Configurações”. A janela de configurações abrirá. Ali, selecione CD/DVD-ROM. Marque a segunda opção, “Arquivo de imagem ISO” e clique no botão logo ao tela.

Na tela que aparece, clique em “Acrescentar”. Selecione o arquivo de imagem e confirme. Depois, ele vai aparecer na lista. Finalmente, clique em “Selecionar”. Você voltará para a tela com o nome do arquivo preenchendo a opção.



Em seguida, clique no botão “Iniciar”. A máquina virtual vai inicializar.



Você então poderá operar sua máquina virtual. Ao clicar na janela da máquina virtual, o mouse e o teclado vão funcionar apenas dentro da máquina virtual. Para voltar ao sistema principal, pressione o a tecla CTRL direita. Para voltar à máquina virtual, basta clicar na janela novamente.
A maioria dos sistemas operacionais “simplesmente funciona” nas máquinas virtuais. Mesmo que seu computador não tenha suporte a Linux, os passos descritos nesta coluna podem ser seguidos sem problema algum, desde que você tenha memória RAM suficiente.

Mas as máquinas virtuais também possuem recursos especiais para seu uso, ou ainda outros que são apenas possíveis em máquinas virtuais:

Hardware configurável – Você pode adicionar quantos CD-ROMs e discos rígidos quiser, sejam estes discos partições do seu PC ou simplesmente arquivos. O VirtualBox também permite que você “instale” até quatro placas de rede virtuais. Note que o funcionamento de dispositivos USB depende da criação de filtros, também no painel de configurações, para que o VirtualBox saiba quais dispositivos ele deve 'transportar' para a máquina virtual e quais serão acessados pelo sistema principal.

Software integrador – Especialmente no Windows, é um programa que integra o sistema principal ao virtual, especialmente o mouse. Não é indispensável, mas poderá melhorar a qualidade da imagem da tela e permitir o uso de pastas compartilhadas.

Pastas compartilhadas – Se você quer compartilhar arquivos entre o sistema operacional virtual e o principal, terá de criar pastas compartilhadas. Esse recurso está disponível na tela de configurações.

Snapshots – “Fotografias” do computador, já mencionadas na coluna anterior. Com elas você pode 'gravar' o estado do computador virtual e retornar a ele com pouquíssimos cliques. Basta verificar as opções na aba 'Snapshot'.




Especial Segurança
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Informatica

♫ Criminosos alteram site do São Paulo FC para infectar internautas

Postado por Equipe Foka às 05:12
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Objetivo é instalar cavalo de troia no computador, para roubar dados.
G1 comunicou o problema à Locaweb, do serviço de hospedagem do site.




Um código presente pelo menos desde a noite desta quinta-feira (13) no site oficial do São Paulo Futebol Clube tenta infectar os visitantes da página. Para isso, uma janela do Java pedindo a instalação de um suposto “plug in” é exibida. Se o botão rotulado “Run” for clicado, um cavalo de troia que rouba senhas de banco é instalado. O arquivo malicioso foi identificado como vírus por 10 dos 41 programas antivírus do site VirusTotal.



O golpe tira proveito de um componente conhecido como Java Web Start. Ele permite que softwares sejam executados no sistema a partir de uma página web. Códigos em Java são normalmente restritos e não podem realizar nenhuma atividade maliciosa, sendo considerados seguros.

Com o Java Web Start, no entanto, é possível “burlar” as permissões normais do Java, mas uma mensagem de confirmação aparece nesses casos. Se o usuário aceitar, o programa será executado com as mesmas permissões que qualquer outro software no PC da vítima. Em outras palavras, clicar em “Run” na janela do Java é o mesmo que baixar e dar dois cliques em um arquivo executável.




A assessoria do São Paulo Futebol Clube não foi encontrada para comentar o caso até a publicação desta reportagem. O G1 também comunicou o problema à Locaweb, prestadora de serviço de hospedagem do site do clube.



Códigos como esse, para infectar os visitantes de sites legítimos, são normalmente inseridos por criminosos virtuais. Eles obtêm acesso ao servidor onde se encontra o site e modificam a página original. Com isso, não se faz necessário o envio de e-mails em massa ou outras mensagens para direcionar internautas a uma página maliciosa. Em vez disso, os próprios visitantes do site atacado tornam-se vítimas.

No final de maio, o site de torpedos da operadora Oi foi alvo de um ataque idêntico.
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Informatica

♫ Onda de ataques de vírus na web afeta 80 mil páginas

Postado por Equipe Foka às 05:04
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Até mesmo sites legítimos podem estar contaminados.
Confira também outras notícias sobre segurança para o PC.


Uma nova onda de ataques que começou no início deste mês já infectou cerca de 80 mil páginas da web. Visitar um dos sites infectados – muitos deles legítimos – resultará no download e execução de um código que tenta explorar diversas vulnerabilidades para instalar um "kit" de pragas virtuais no sistema. Em uma semana, 25 mil páginas foram infectadas.

Também no resumo de notícias desta semana: quase 80% dos usuários do Adobe Flash estão vulneráveis a ataque duas semanas depois da publicação de uma atualização; suposto CD-ROM com conteúdo de treinamento em segurança enviado a cooperativa de crédito norte-americana tem vírus que rouba dados.

Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.



>>> Onda de ataques afeta cerca de 80 mil páginas

A empresa de segurança ScanSafe publicou um alerta em seu blog a respeito de uma nova onde de ataques na web. Publicado na semana passada, o alerta informa que 55 mil páginas já teriam sido alteradas pelos criminosos. Até o fechamento desta coluna, cerca de 80 mil sites – muitos deles legítimos – já estavam carregando o código malicioso, que usa vulnerabilidades em vários navegadores e plug-ins para instalar pragas que roubam informações.

Para chegar nesse número, a ScanSafe usou uma pesquisa do Google pelo endereço do site malicioso que está sendo inserido nos sites para infectá-los. Como o Google leva um tempo para atualizar seu índice, sites infectados demoram a ser contados, enquanto sites limpos não saem imediatamente da lista.
A coluna verificou que o Google retorna cerca de 500 resultados quando a busca é filtrada para incluir somente sites brasileiros. Alguns dos sites verificados já estavam limpos. Mas não se trata de pichação dos sites, e sim do uso deles para disseminar os vírus, o que demora mais para ser notado do que a desfiguração das páginas.

Caso um usuário com o navegador ou plug-ins desatualizados visite uma página com o código, um “coquetel” de pragas digitais será instalado no PC, segundo a ScanSafe. O conjunto inclui “backdoors”, que dão o controle do sistema ao invasor, ladrões de senha e downloaders, responsáveis por baixar outros vírus para o computador.

Para evitar ataques desse tipo, o recomendado é manter o navegador, plug-ins e sistema operacional atualizados, usando recursos de atualização automática. Você pode verificar o PC pela presença de softwares vulneráveis com o Secunia Personal Software Inspector.



>>> 79,5% dos usuários usam Adobe Flash vulnerável

Um relatório da empresa de segurança Trusteer afirma que cerca de 79,5% dos internautas não utilizam a versão mais recente, e portanto mais segura, do programa Adobe Flash. O número é ainda maior no caso do Adobe Acrobat Reader: 83,5%. Os dados foram coletados pelo Rapport, um plug-in de segurança da Trusteer que visa proteger operações online e tem cerca de 2,5 milhões de usuários.

A pesquisa foi realizada duas semanas após a disponibilização de uma atualização crítica para os softwares, que corrigia um erro já em uso por criminosos. Segundo o relatório da empresa 98,8% dos usuários possui o Flash instalado no sistema, o que torna o plug-in o alvo mais interessante dos criminosos, já que quase todos os internautas são possíveis alvos. “Por comparação, um ataque à vulnerabilidades do Internet Explorer afeta apenas 65% dos usuários de internet”, afirma o relatório.

Para a Trusteer, o problema está no mecanismo de atualização automática do Adobe Flash. A empresa considera ele inadequado para um programa que é usado em 99% dos computadores ligados à internet. O relatório contrasta os números da Adobe com os do Google Chrome (que não pede confirmação ao usuário para se atualizar) e do Mozilla Firefox, que em duas semanas conseguem atualizar o programa em 90% e 80% dos usuários, respectivamente.

A coluna Segurança para o PC já mostrou que a opção de atualização automática do Flash está escondida e apenas verifica por atualizações uma vez a cada 30 dias por padrão. “Essa é a maior brecha na internet hoje”, diz o relatório da Trusteer, que pode ser baixado aqui.



>>> Cooperativa recebe carta com CD-ROM infectado

A Administração Nacional das Cooperativas de Crédito dos Estados Unidos (NCUA) publicou um alerta na terça-feira (25) a respeito de um ataque um pouco diferente. Uma cooperativa de crédito norte-americana recebeu uma carta, em nome da NCUA, acompanhada de dois CD-ROMs. Segundo a carta, os discos continham materiais de treinamento para proteção contra golpes de phishing (roubo de dados com páginas clonadas) e vishing (roubo de dados por telefone). Mas o CD nunca foi enviado pela NCUA – ele é falso e contém um código malicioso.

O alerta da NCUA não traz muitas informações, mas diz que o vírus presente nos CDs tem como objetivo roubar dados dos clientes das cooperativas de crédito que receberem a carta fraudulenta. De acordo com o alerta, apenas uma cooperativa relatou ter recebido a carta, mas ela está endereçada a “todas as cooperativas de crédito”.

Golpes desse tipo são chamados de “ataques direcionados” (“targetted attacks”), porque visam poucos alvos, diferentemente dos ataques mais comuns na internet, que buscam infectar qualquer usuário. Ataques direcionados podem ser bem sofisticados e específicos, o que dificulta sua detecção e prevenção.



A empresa de segurança Microsolved informou que o ataque é na verdade um teste de invasão, previamente autorizado, para verificar a segurança das organizações envolvidas. Não se trataria, portanto, de atividade criminosa. A informação não foi confirmada até o fechamento da coluna.

A coluna Segurança para o PC de hoje fica por aqui, mas volta na segunda-feira (31). Se você tem uma dúvida ou sugestões de pauta, deixe-a na seção de comentários, abaixo. Bom fim de semana!

* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança para o PC”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.





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