segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Capitulo 6


CAPITULO 6


O INVESTIGADOR GUERRA

Continuação da cena 10
Casa de Cristiano. Ext. Dia

GUERRA ACABA ENCHENDO CRISTIANO DE PERGUNTAS SOBRE O CRIME. SIMONE ACABA PERCEBENDO O JOGO DE GUERRA E ENTRA NA CONVERSA QUANDO CRISTIANO ESTÁ PRESTES A SE ENROLAR, SALVANDO-O DA ENRASCADA


Guerra: Você é o que toca bumbo nas pregações da praça?

Cristiano: Sou eu sim. E o senhor?

Guerra: Eu estou investigando a morte do Gastão. E segundo eu pude apurar, você e o Gastão tiveram uma briga feia na praça na manhã que antecedeu o crime. Verdade?

Cristiano (preocupado): É, mas não foi uma briga, foi só um arranca-rabo

Guerra: Pessoas que estavam lá disseram outra coisa. Disseram que vocês brigaram de socos e pontapés. Que você deu uma surra nele.

Cristiano: Sim mas o senhor está insinuando o que com isso?

Guerra: Eu? Nada. Mas onde o senhor estava ontem as 22 horas quando ocorreu o crime?

Cristiano (assustado): Eu? Eu...


NESSE MOMENTO, PERCEBENDO O JOGO DO INVESTIGADOR ENTRA NA CONVERSA DE SOPETÃO


Simone: Ele estava comigo. As 22 hs da noite de ontem, o Cristiano estava comigo no motel. Motel Luxus, entramos as 20h30 e saímos as 03 da manhã.

Guerra: (sem ação): O senhor pode confirmar isso?

Cristiano: Sim. Acho que se era isso que o senhor queria saber já tem a sua informação. mais alguma coisa detetive?

Guerra: Por hora não. Se precisar de algum esclarecimento eu volto a procurá-lo.


GUERRA ENTRA NO CARRO E VAI EMBORA. CRISTIANO OLHA PARA SIMONE SEM ENTENDER O PORQUE ELA O AJUDOU.


Cristiano: Por que fez isso? Por que me ajudou?

Simone: Preferia ir parar na cadeia? (pausa) Te ajudei por várias razões... Primeiro porque sei que você é inocente, depois...

Cristiano: Depois?

Simone: Depois por que...



SIMONE NÃO SE CONTÉM E INTERROMPE O DIÁLOGO COM UM BEIJO LONGO EM CRISTIANO. LOGO APÓS O BEIJO APAIXONADO DE SIMONE EM CRISTIANO ELA SAI CORRENDO SEM DIZER NADA, EMBORA O GOSTO DA PAIXÃO TENHA FICADO NA BOCA DE CRISTIANO.


Cristiano: Ei, Simone! Peraí! Gostei.



CRISTIANO RESOLVE IR A SÃO PAULO CENA 11

Casa de Cristiano. Sala. Dia. Int.

Cristiano entra na sala e vê toda a família reunida. Ele põe as malas no chão e segue em direção ao pai. Sebastião abraça o filho. Cristiano faz um voto de confiança ao pai que promete ajudá-lo. Cristiano abraça as irmãs, a mãe e promete vencer na cidade grande.


Cristiano: Então acho que já vou indo.

Zelinha: Tem certeza de que é isso que você quer?

Cristiano: Eu preciso ir. Uma hora ou outra acabam chegando em mim.

Berenice: Tome cuidado meu filho...

Sebastião: Cristiano, meu filho... Sei que tivemos nossas diferenças mas quero que saiba que pode contar com o seu velho pai.

Cristiano: Eu sei pai. (abraça o pai) Se o senhor não me entregar a polícia já terá me ajudado e muito.

Sebastião (emocionado): Pode contar comigo, apesar de tudo você é meu filho, sangue do meu sangue.

Cristiano: Eu sei. (se aproxima das irmãs e da mãe, abraçando uma a uma) Vê se te cuida Zelinha, e cuida da tua irmã.

Zelinha: Deixa comigo.

Diva: Você vai fazer falta mano.

Cristiano: A gente ainda vai se encontrar Diva, e numa situação melhor, eu juro.

Berenice: Vai com Deus meu filho.


APÓS A DESPEDIDA, CRISTIANO SAI E VAI EMBORA RUMO AO SEU SONHO DE UMA VIDA MELHOR EM SÃO PAULO AO LADO DE SIMONE.


FIM DE CAPITULO.
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

BOCA A BOCA : Cap. 5





CONTINUAÇÃO DA CENA ANTERIOR. AO VER QUE SUA MÃE JÁ SABIA DO OCORRIDO CRISTIANO SE ABRE COM BERENICE

Cristiano: Como a senhora descobriu?

Berenice: Achei sua camisa manchada de sangue. Na hora do crime você estava na rua, então 2 e 2 só pode ser 4.

Cristiano (senta-se na cama): Não foi por querer. Foi um acidente.

Berenice: Eu sei meu filho você sseria incapaz de matar aquele sujeito.

Cristiano: Ele me viu na rua e estava armado... queria me matar. Tudo por que eu tinha dado aquela surra nele a tarde. Quando percebi sua intenção eu parti pra cima dele e tirei a arma da minha direção, mas quando abaixei o braço dele ele tentou atirar na minha barriga, eu resiti e derepente ouvi um tiro e ele caindo no chão, morto.

Berenice: Alguém viu?

Cristiano: Não, só a Simone, uma moça que mora em frente , mas ela é confiável, me ajudou a fugir dali. Acho que ela é a única pessoa que sabe que sou inocente.



SIMONE EMBARCA PARA SÃO PAULO CENA 10
Casa de Cristiano. Ext. Dia

Simone vai até a casa de Cristiano se despedir. Ele sai e dá de cara com Simone. Ela avisa que está indo embora para São Paulo e veio se despedir.


Cristiano (sai e dá de cara com Simone na porta): Simone?

Simone: Oi Cristiano.

Cristiano: Aconteceu alguma coisa?

Simone: Não. Só vim aqui me despedir, estou indo pra São Paulo hoje.

Cristiano: Hoje? (pausa) Pensei que fosse demorar mais?

Simone: Eu também pensei mas a Valquiria, amiga do Jorge, vai fazer a exposição daaqui 20 dias e quer pressa.

Cristiano (sem graça): Entendi.


ENQUANTO OS DOIS CONVERSAM, ENCOSTA UM OPALA PRETO E DESCE UM HOMEM DE MEIA IDADE, ÓCULOS ESCUROS, BARBA POR FAZER E SE IDENTIFICA. CRISTIANO FICA PASMA E AFLITO AO OUVIR QUEM É AQUELE HOMEM.


Guerra: Bom dia.

Cristiano: Bom dia.

Guerra: Cristiano Vilhena?

Cristiano: Sim, sou eu. Posso ajudar?

Guerra: Investigador Jonas Guerra... Polícia.



CAIO E SUAS AMBIÇÕES CENA 11

CPP.SALA DA VICE-PRESIDÊNCIA.DIA.INT.


Caio está na sala com Olga olhando o material da nova campanha do perfume VEREDA TROPICAL. Olga critica o pouco caso de Caio com a campanha. Caio demostra sua ambição em dirigir a fábrica no lugar de Aristides.


Olga: Quer mais alguma coisa Dr. Caio?

Caio: (abre um frasco de perfume de cima da mesa): Vereda Tropical... perfume de pobre.

Olga: Lá vai o sr. criticar o VEREDA TROPICAL de novo!

Caio: Linha mais brega, uma linha de perfumaes chamada "Vereda Tropical" e uma linha de batons denominada "Boca a Boca"... Se eu estivesse no comando dessa fábrica teríamos uma linha de cosméticos, outra infentil, produtos caros e refinados.

Olga: Mas o Vereda Tropical é popular e é um sucesso. Além do mais, o Sr. Aristides só sai da presidência morto, já que ele nunca teve um filho. Se o irmão dele não fosse doido por religião.

Caio: Eu ainda vou ser o presidente da CPP, você verá.


Fim do capitulo
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

BOCA A BOCA : CAPITULO 04


CAPÍTULO 4




O DESFECHO DA BRIGA CONTINUAÇÃO DA CENA 6
CRISTIANO É RÁPIDO TENTA DESARMAR O AGRESSOR. GASTÃO COM O DEDO NO GATILHO TENTA ATIRAR MAS CRISTIANO É MAIS FORTE E ABAIXA SUA MÃO. A ARMA FICA ENTRE O CORPO DOS DOIS ATÉ QUE SE OUVE UM TIRO. O TIRO ATINGE A BARRIGA DE GASTÃO QUE SOLTA A ARMA E CAI DE JOELHOS EM FRENTE A CRISTIANO. O POBRE RAPAZ DESORIENTADO NÃO SABE SE SOCORRE SEU AGRESSOR OU FOGE. QUISERA O DESTINO QUE TUDO ACONTECESSE EM FRENTE A CASA DE SIMONE, QUE ACOMPANHOU TODA A BRIGA E AO VER O DESESPERO DE CRISTIANO NÃO TEM DUVIDAS E O SOCORRE DO APURO.

Simone: Vem comigo

Cristiano: (desorientado) Eu não queria... Foi sem querer...

Simone: Eu vi tudo da janela da minha do outro lado da rua, agora vem comigo antes que alguém mais nos veja aqui e aí sim você vai estar encrencado.

SIMONE LEVA CRISTIANO PARA DENTRO DA SUA CASA. GASTÃO MORRE. A POLÍCIA CHEGA, CURIOSOS TAMBÉM. TODA A MOVIMENTAÇÃO É VISTA DA JANELA DE SIMONE.



LAÇOS DE AMOR

No porão da casa de Simone. Int. Noite.
Simone mostra o porão onde trabalha. Há muitos quadros expostos, uns prontos, outros por terminar. Enquanto mostra o ambiente a Cristiano, Jorge, seu amigo e muito íntimo da familia de Simone entra pela casa adentro até chegar ao porão. Jorge é apaixonado por Simone mas nunca fora correspondido, então ao ver Cristiano não esconde seu ciúme.

Simone: É aqui que trabalho.

Cristiano: Você é artista plástica?

Simone: Ah, eu pinto muito bem há anos mas ainda procuro o meu espaço. Eu estava aqui quando ouvi a discussão sua com o Gastão, então corri para a janela e vi tudo.

Cristiano: (temeroso) Conhece ele?

Simone: Sim e não. É que ele é primo da Clarisse, uma moça que mora aqui perto então eu o conheço por tabela.

Cristiano: Será que está morto?

Simone: Não vai querer sair e ir lá conferir não é?


OUVE-SE EM OFF A VOZ DE JORGE CHAMANDO POR SIMONE. ELA RECONHECE A VOZ DO AMIGO,TENTA EVITAR QUE ELE CHEGUE ATÉ O PORÃO MAS NÃO DÁ TEMPO.


Jorge: Simone! Simone vcê está em casa?

Simone (aflita): Droga, o Jorge!

Cristiano: Quem é ele?

Simone: Um amigo da minha família. É tão íntimo que ele entra assim como se a casa fosse dele. Fica aqui que eu vou lá despachar ele.


JORGE ENTRA NO PORÃO NO EXATO MOMENTO EM QUE SIMONE SAÍA PARA FALAR COM ELE


Jorge: Ah, então você está aí? Está trabalhando?

Simone (surpresa): Olá Jorge... É estava pintando.

Jorge (vê Cristiano): Pensei que estivesse sozinha.

Cristiano: Bom, tô sobrando, então eu já vou indo.

Simone: Não, você fica. Esse aqui é o... é o... Cristiano. Isso, Cristiano. Eu o chamei para ele posar pra mim. Achei o tipo dele interessante, com traços ótimos para o que pretendo pintar.

Jorge (o reconhece): Ah, aquele tocador de bumbo? (irrita Crtiano sem saber) Bom, eu só passe aqui porque a Valquiria, aquela minha amiga que tem uma galeria de arte em São Paulo, vai promover uma exposição e quer ver suas obras. Ela adora a idéia de provover uma artista completa e nova como você.

Simone: (surpresa) Expor? Em São Paulo? Mas que ótimo? (vai saindo com Jorge) Pois diga a ela que aceito a oportunidade. Você sabe que é a chance da minha vida... (sai com Jorge)

CRISTIANO APROVEITA A AUSÊNCIA DE SIMONE E SAI PELA OUTRA ENTRADA QUE ELE PASSOU MOMENTOS ANTES E VAI EMBORA SEM SE DESPEDIR



O ASSASSINATO DE GASTÃO GANHA OS JORNAIS
Casa de Simone.Dia. Int.
Simone serve o café da manhã ao seu pai Francisco que lê o jornal. Francisco comenta com a filha sobre o assassinato em frente a sua casa mas Simone desconversa.



Francisco: A violência da cidade grande invade cada dia mais o nosso pacato interior.

Simone: Esse problema é mais corriqueiro que o senhor pensa papai.

Francisco: Em frente a minha casa? Poxa vida! Por falar nisso, você não viu ou ouviu nada ontem a noite?

Simone: Não papai, eu estava pintando até umas nove, nove e meia e depois fui dormir.

Francisco: Vi no noticiário da manhã que a polícia já está investigando por pressão do pai senador desse rapaz que morreu. Tomara que peguem o assassino logo.

Simone: (preocupada): Eu também. Tomara.




O SEGREDO DE CRISTIANO É DESCOBERTO
Casa de Cristiano. Quarto.Dia.int.
Berenice entra no quarto de Cristiano para arrumá-lo. Ela abre a janela do quarto e se depara com a camisa de Cristiano manchada de sangue. Cristiano entra no quarto e vê a mãe segurando a camisa.


Cristiano:(surpreso): Mãe?

Berenice: (segurando a camisa) Foi você, não foi Cristiano? Foi você quem atirou naquele sujeito.



FIM DO CAPITULO
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CAPITULO 03








A REVOLTA DE CRISTIANO COM A ATITUDE DO PAI CENA 5
Casa de Cristiano. Sala. Int. Noite

OBS. ESTA CENA É CONTINUAÇÃO DA CENA 4 ALGUMAS HORAS MAIS TARDE.

CRISTIANO CHEGA DO TRABALHO NO ARMAZÉM E FICA SABENDO DA VISITA DO TIO E DA ATITUDE DE SEU PAI COM O IRMÃO. CRISTIANO NÃO SE CONTÉM E DISCUTE COM O PAI. A CENA JÁ É INICIADA NA DISCUSSÃO ENTRE PAI E FILHO.


Cristiano: Como o senhor pode ter uma atitude de não aceitar ajuda pai?

Sebastião (lendo a biblia): Alguém aqui precisa de ajuda?

Cristiano: Pai! Olha a nossa a nossa situação? Nós estamos a uma passo de passar fome e a troco de quê?

Sebastião : A troco de cumprir a missão que o Senhor me confiou.

Cristiano: A gente vive de migalhas! Vejo minha mãe se acabando dia a dia, minhas irmãs perdendo o pouco da juventude que ainda lhes resta acompanhando o senhor nessas pregações que não nos leva a nada! Ainda hoje eu tive que quebrar a cara de um malandro na porrada porque estava bolinando e falando bobagens a sua filha. Ninguém respeita a gente, caçoam da gente, só o senhor não vê?

Sebastião: Deus não caçoa da gente. Quem está com Deus não precisa de mais nada, apenas da fé.Sua revolta com Deus não faz sentido.

Cristiano: Fé? pra mim isso é fanatismo , não fé. Minha revolta pai, não é com Deus, é com o senhor. Olha pra gente? Somos um bando, não uma familia. Estão todos tristes, apáticos, infelizes, tudo por conta desse seu discurso fanático!

Sebastião: Deus quis assim e assim será. O Senhor é meu pastor e nada me faltará.

Cristiano: Então que Deus é esse que não tira a gente da miséria? Hein pai?

Berenice: (intervém) não fale assim meu filho.

Cristiano: Esse Deus que o senhor glorifica tanto, não nos tira dessa situação por quê?

Sebastião: Eu não criei filho pra ficar blasfemando dentro da minha própria casa! Eu renunciei a riqueza em nome do Senhor, eu quero viver em nome da fé e quem não estiver contente que siga o seu caminho! Você já fez a sua escolha, suma da minha frente, que a partir de hoje eu não tenho mais filho! (vira-se as filhas) e quem não estiver contente também que se junte a ele!


AS PALAVRAS DO PAI MAGOAM CRISTIANO DE TAL FORMA QUE SUA VONTADE ERA VOAR NO PESCOÇO DO PAI, MAS COM LÁGRIAMAS NOS OLHOS ABRAÇA AS IRMÃS E A MÃE CALADO. BERENICE AMEAÇA DIZER ALGO MAS CRISTIANO PÕE A MÃO NA BOCA A MÃE NÃO QUERENDO OUVI-LA E SAI SEM OLHAR PARA TRÁS.


O DESTINO TAMBÉM CASTIGA CRISTIANO CENA 6

RUAS DE ARARAS. EXT. NOITE.
Cristiano vai caminhando sem destino pela rua, já vazia pela escuridão da noite. Pensativo, a única coisa que lhe vem a mente é a discussão com o pai e as duras palavras que ouviu lhe ferindo o orgulho e o coração. Alguém segue Cristiano. Ao perceber que está sendo seguido , olha para trás e vê Gastão. O malandro lhe provoca de novo. Cristiano não se intimida e enfrenta o malandro.


Gastão: Quem diria encontrar o palhaço do bumbo pela segunda vez num só dia?

Cristiano: O que você quer? Uma surra só foi pouco?

Gastão: Eu queria mesmo te encontrar, não achou que ia plantar a mão na minha cara e ia ficar por isso mesmo?

Cristiano: Já vi que você é igual mulher de malandro, gosta de apanhar.

Gastão: Vem então seu babaca! vamos ver se você é valentão sem plateia.


OS DOIS SE ATRACAM NOVAMENTE. TROCAM SOCOS E PONTAPÉS. GASTÃO NOVAMENTE ESTÁ EM DESVANTAGEM NA BRIGA QUANDO CAI NO CHÃO E CHEIO DE RAIVA, LEVANTA-SE E SURPRENDE CRISTIANO SACANDO UM REVOLVER DA CINTURA.


Gastão: O que foi valentão? Tá com medinho do meu brinquedinho?

Cristiano: Tá maluco cara? Guarda isso antes que alguém se machuque.

Gastão: Vou te ensinar a não mexer com quem você não conhece.


NESSE INSTANTE CRISTIANO É RÁPIDO TENTA DESARMAR O AGRESSOR. GASTÃO COM O DEDO NO GATILHO TENTA ATIRAR MAS CRISTIANO É MAIS FORTE E ABAIXA SUA MÃO. A ARMA FICA ENTRE O CORPO DOS DOIS ATÉ QUE SE OUVE UM TIRO.



FIM DO CAPÍTULO 3.
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terça-feira, 25 de agosto de 2009

BOCA A BOCA : CAPITULO 2





CAPITULO 02





AS PALAVRAS DO SENHOR



CURITIBA



Numa praça central da cidade.Ext. Dia CENA 03

Sebastião fala a todos na praça, embora todos os transeuntes não lhe deem ouvidos. Ele parece não se importar com os outros e continua falando. Ao fundo vemos Cristiano tocando um bumbo e suas irmãs vendendo flores artificiais.

Sebastião: Para os homens tudo é dificil, mas para Deus tudo é possível! è preciso ouvir a palavra do Senhor, pois só a verdade é a salvação para os ímpios! Salve e tende misericórdia Senhor...

Em outro canto da praça os irmãos se falam chateados


Zelinha: Não consegui vender nada. Ninguém presta a atenção na gente.

Diva: Ninguém quer ouvir essa ladainha do senhor pai. Ficam rindo da gente.

Cristiano: (com raiva): Só vendemos duas velas, um santinho e oito florzinhas artificiais. Ninguém compra essa droga!

Sebastião: Você só sabe viver revoltado Cristiano?

Cristiano: Vivo revoltado de bancar o palhaço aqui todo dia tocando esse maldito bumbo para no final do dia ganhar menos dinheiro que um mendigo. Desse jeito eu ainda perco meu emprego e aí sim quero ver como ficaremos.

Sebastião: Não estamos aqui pelo dinheiro meus filhos, estamos aqui para levar a palavra de Deus a esses pobres seres, muitos ateus, ímpios, pecadores que precisam de salvação

Cristiano: Mas me incomoda ser motivo de chacota.

Sebastião: Esqueça essa vida mundana de pecado. Eles riem de você por que são seres sem salvação, que tem a alma imunda de pecados. Deus nos pôs aqui para arrebatar a alma dessas ovelhas desgarradas!

O MALANDRO GASTÃO SE APROXIMA DA FAMILIA E SE DIRIGE A CRISTIANO.

Gastão: Ei vagabundo! Você aí do bumbo, olha aqui palhaço.

CRISTIANO O IGNORA E GASTÃO TENTA BOLINAR SUAS IRMÃS

Gastão: Até que tu dá um caldo bom? (mete a mão nas nádegas de Diva) Belas pernas, que horas elas abrem?

CRISTIANO PERDE A RAZÃO E PARTE PRA CIMA DE GASTÃO. SOCOS E PONTAPÉS SÃO DADOS E AFASTAM A PLATÉIA, INCLUSIVE SIMONE E CLARICE, A PRIMA DE GASTÃO

Simone: é melhor irmos embora que isso ainda vai acabar mal.

Clarice: Concordo.

Cristiano: Quem é o palhaço? Tá afim de bolinar as moças? Eu te ensino a se comportar (começa a briga)

CRISTIANO DÁ UMA SURRA HUMILHANTE EM GASTÃO ATÉ DEIXÁ-LO NO CHÃO. PARA GASTÃO AQUILO ERA PIOR QUE A MORTE, ESTAVA DESMORALIZADO PERANTE TODOS NA CIDADE. SEU OLHAR PARA CRISTIANO ERA DE VINGANÇA.

Simone: ( Fascinada) Muito forte o tocador de bumbo...

Clarice: Vamos pra casas fazer um curativo nisso aí Gastão. Sempre arrumando briga né primo?

Gastão : Isso não vai ficar assim Clarice. Não vai ficar assim!






A VERDADE DA FÉ



ARISTIDES CHEGA A CASA DO IRMÃO CENA 4

ARISTIDES CHEGA A ARARAS.APÓS ATERRISSAR COM SEU JATINHO TOMOU UM TÁXI E SEGUIU ATÉ A CASA DE SEU IRMÃO SEBASTIÃO.AO DESCER DO CARRO OLHA COM CALMA O LUGAR ONDE O IRMÃO DECIDIU VIVER, QUANDO RENEGOU A FORTUNA DA FAMÍLIA. O CELULAR TOCA E ARISTIDES ATENDE... É LAURA.

Laura: Oi meu pedaço de mau caminho, já chegou?

Aristides: Já. Eu acabei de chegar.

Laura: Fez boa viagem?

Aristides: Fiz meu amor, correu tudo bem.Tá me ligando por quê? Está querendo o quê?

Laura: Ah, meu tchutchuco, fiquei preocupada, acordei e você não estava mais em casa. Você sempre me dá um beijo antes de sair.

Aristides: Saí apressado e não deu tempo, me desculpe.Depois odeio atrapalhar o seu sono.

Laura: Não se esqueça que você me prometeu levar pra jantar fora hoje.

Aristides: Eu não me esqueci, no final da tarde eu estou de volta a São Paulo para sairmos ok?

Laura: Estou esperando... (desliga o celular)

ARISTIDES GUARDA O CELULAR E ENTRA NA CASA HUMILDE PORTÃO ADENTRO E TOCA A CAMPAINHA. QUEM ATENDE É SUA CUNHADA BERENICE.


Berenice: (surpresa) : Aristides? Eu não o esperava por aqui hoje.

Aristides: Como vai Berenice? Eu vim assim que recebi o seu telegrama.

Berenice: Há quanto tempo não nos vemos... uns 15 anos ou mais? Mas entre, por favor vamos entrando

Aristides: Então meu irmão continua com essa vida de fanatismo religioso? E pelo jeito quer levar os filhos junto.

Berenice: (conformada): Eles não ligam, sabem que não têm outra alternativa. Só o Cristiano que não gosta muito mas acompanha o pai mesmo assim.

Aristides: Cristiano deve estar com a mesma idade do Caio, meu braço direito.

Berenice: Uns dois anos de diferença. Pena que ele está com o pai na praça pregando, não sei se vai dar para conhecê-lo hoje. Além das horas com o pai, Cristiano trabalha fora para ajudar nas despesas. Se não fosse o pouco que ele ganha viveríamos numa pobreza ainda maior...

Aristides: Que absurdo! O Sebastião tem todo o dinheiro que nosso pai deixou de herança, não há porque viver nessa penúria.

SEBASTIÃO ENTRA COM AS FILHAS E VAI FALANDO COM A MULHER SEM PERCEBER A PRESENÇA DO IRMÃO

Berenice: Vocês demoraram, já estava preocupada.

Sebastião: (ríspido): Preocupada com o que mulher? Já não tá todo mundo aqui? (vê o irmão) Aristides? O que você está fazendo aqui?


FIM DO CAPÍTULO
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

BOCA A BOCA : Cap. 1









CAPITULO 01




SÃO PAULO

É inicio de mais um dis de trabalho na CPP (Companhia Paulista de Perfumes), a maior e mais respeitada do setor de perfumaria e cosméticos no Brasil e no exterior. Foi fundada pela família Vilhena em 1942,ano que Aristides nasceu e seu avô Ciro resolve expandir os negócios com a herança deixada pelo pai.Apaixonado por perfumes,Aristides direcionou seus objetivos para o público feminino. Hoje a CPP é destaque na exportação de perfumes, vendidos numa campanha onde se deduz que o perfume é afrodisiaco e induz ao pecado da luxúria. Além dos perfumes há uma linha de cosméticos e os batons BOCA A BOCA.


CPP. DIA. EXT. CENA 1

Como sempre, Aristides chega a CPP imponente no seu mercedes preto.O motorista lhe abre a porta,ele desce e dirigindo-se até a presidência,cumprimenta cada funcionário que encontra pelo caminho.

SALA DA PRESIDÊNCIA.INT.DIA CENA 2

Olga (recepcionando o patrão): Bom dia dr. Aristides, já vou providenciar um café para o senhor

Aristides: Bom dia Olga. Com uma colherinha de açúcar por favor.

Aristides entra na sua sala e vai direto para a ampla janela que dá vista a toda a empresa.Olha atenciosamente a movimentação dos funcionários e admira o pôster na parede da nova campanha do BOCA A BOCA.

Olga (entra) O senhor adora essa empresa não é?

Aristides : Tenho 62 anos e há anos venho aqui todo dia. Ás vezes matava aula e vinha para cá. Olhava como tudo funcionava,como meu avô tocava isso tudo.

Olga: Lançar o BOCA A BOCA também é um sonho antigo não?


Aristides: Desde os tempos de meu avô. Mas chega de sonhos e vamos ao trabalho. Como está minha agenda? Algum compromisso importante? Recado?

Olga: Já organizei sua agenda, separei os e-mails mais importantes, o senhor tem um almoço com um grupo japonês as 13 horas e... (pega um telegrama) Chegou esse telegrama para o senhor ontem a tarde.

ARISTTIDES PEGA A CORRESPONDÊNCIA, ABRE E AO LER SEU CONTEÚDO SEU SEMBLANTE MUDA DRÁSTICAMENTE

Olga: Algum problema?

Aristides: É da Berenice, minha cunhada. Problemas. Dona Olga, cancele o almoço com os japoneses, peça para prepararem meu jatinho particular que vou até Curitiba logo após o almoço. O Caio já chegou a CPP?

Olga: Já sim senhor.

Aristides: Chame-o até aqui e diga que preciso falar com ele.

Olga: Sim senhor. Ah, o senhor vai viajar sozinho? Quer que comunique a Cinthia?

Aristides: Não, eu pretendo ir com o Caio.

OLGA SAI E LOGO VOLTA PARA A SALA.CAIO ENTRA INSTANTES DEPOIS


Caio: (bate na bunda de Olga) Que saúde hein Olga? Desse jeito ninguém trabalha por aqui.

ARISTIDES OLHA PARA O FILHO COM OLHAR DE REPREENSSÃO.OLGA SENTE O CLIMA RUIM E SAI.


Caio (sem jeito): Mandou me chamar? Aconteceu alguma coisa?

Aristides: Recebi um telegrama da Berenice. Eles estão passando por dificuldades. (pausa) Precisando de dinheiro

Caio: A mulher do tio beato? O doido?

Aristides: Exato Caio, seu tio Sebastião.

Caio (curioso): Onde eu entro nisso? Em que eu posso ajudar o senhor?

Aristides: Me acompanhando até Araras. Vamos de helicóptero logo após o almoço e voltamos ainda hoje. Prometi levar Laura para jantar.

Caio: Vai levar a pistoleira pra jantar fora?

Aristides: (aborrecido): Respeite a Laura! Ela é minha mulher e não quero que se refira a ela como "a pistoleira"

Caio: Desculpe papai mas pra mim ela é uma pistoleira e ponto. E não vai dar pra ir com o senhor, eu comprei um barco novo e pedi pra deixarem lá no Guarujá, preciso ir ver como está o barco. Sabe como é? Acho que o titio porraloca vai ser problema só seu. (sai da sala)

Aristides: (preocupado): Acho que vou ter que enferntar o Sebastião sozinho... Seja o que Deus quiser...



FIM DO CAPÍTULO 1.
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